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14 de setembro de 2026Homem condenado a 34 anos por matar bebê ganha prisão domiciliar
Fernando Grapp deixou a penitenciária em julho e passou a cumprir a pena com tornozeleira eletrônica
Pouco mais de um mês antes da data em que Laura Cecília Bittencourt completaria 10 anos, o tio-avô condenado pela morte da menina deixou a penitenciária para cumprir pena em prisão domiciliar. Fernando Cristiano Grapp, de 46 anos, condenado a 34 anos de reclusão, saiu do Complexo da Canhanduba, em Itajaí, no dia 10 de julho e passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica.
A mudança no cumprimento da pena revoltou a família de Laurinha, que morreu quando tinha apenas um ano e meio. Ela foi atingida na cabeça por um pedaço de madeira arremessado por Fernando, em fevereiro de 2018, em Navegantes.
Segundo relato da família, Fernando teria deixado a penitenciária para fazer tratamento de saúde. A decisão da prisão domiciliar revoltou a família. “A Laurinha estaria fazendo 10 anos no dia 28 de agosto. Hoje ela mora com o Senhor Jesus. Como pode um monstro desses gozar de liberdade, sendo que o presídio tem médicos que podem tratar dele lá; como pode sair depois dessa barbaridade? Ele mente doenças para gozar desse benefício, lutei durante anos pela condenação”, desabafou o avô, Ivan Bittencourt.
Na época do júri popular, Ivan considerou a sentença justa, desde que Fernando permanecesse preso. “Muitos falavam para a gente que ele não seria mais preso, que permaneceria em liberdade, mas a juíza, a promotora, os jurados, eles mostraram que foram capazes de condenar o assassino...”, disse.
Laura foi atingida por um pedaço de madeira durante uma discussão entre Fernando e a irmã Edvânia Grapp, avó da vítima, em fevereiro de 2018. Edvânia não aceitava que o irmão abrigasse um conhecido na casa que pertencia à família.
A discussão avançou para a agressão. Fernando arremessou o pedaço de madeira contra a irmã, mas atingiu a cabeça de Laura, que estava num carrinho de bebê.
A menina foi socorrida e levada ao hospital Pequeno Anjo, mas não resistiu aos ferimentos e morreu dois dias depois.
Na época do crime, Fernando alegou que atingiu a criança sem querer e afirmou ter problemas de visão em consequência do diabetes. Ele foi julgado e condenado a 34 anos de reclusão pelo assassinato de Laurinha.
